Água viva é um dos livros mais belos que já li.
A admirável beleza das palavras que se unem como linhas em um desenho ou manchas de tinta em uma pintura.
Eu não produzo mais nada, não desenho, não pinto, nem escrevo. Mas ao ler novamente as palavras de Clarice, senti uma vontade tocante de escrever novamente, por isso retornei ao caderno de pensamentos.
Para mim, as palavras escritas devem obrigatoriamente sair da ponta da caneta. A grafia faz parte da anunciação do ser pensante. O movimento da mão que escreve e do olho que lê e relê incansavelmente cada palavra desenhada sobre o papel. O cheiro da tinta e do papel. A textura das folhas... A escolha do nanquim. É quase um ritual inspirador.
Sonhadora sem cura.
Ver também é imaginar.
A vida pode ser um cenário.
Mas a luz dos holofotes às vezes ofusca ou torna a visão difusa.
Confusa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário