Página de um antigo caderno de desenho, 2003.
Houve um tempo,
há muitos anos atrás, que eu desenhava e escrevia. Muito. Sempre escrevi mais
do que desenhei e em certo momento, descobri que podia também desenhar com
palavras. Hoje não desenho mais, apenas escrevo.
Nunca fui boa
desenhista. Nunca consegui usar o desenho para aquilo que eu queria. Desvendo o
meu mundo por meio de desenhos de outros. Revivi meu desenho na noite passada,
assim como revivi meu passado. Lendo minhas antigas palavras e meus velhos
desenhos, percebo que muita coisa mudou e muita coisa permaneceu.
Minhas angústias
perante a vida e a arte permanecem. E a dor continua. Hoje estou especialmente
triste. Triste porque as cores foram levadas. Feliz porque hoje sei que não fui
eu quem desistiu. O azul se foi. Mas eu sei que posso viver sem ele. Hoje compreendo.
Senti-me nua. Estava
nua. Mas agora não estou mais trancada entre essas paredes. Um daqueles pontos
de interrogação foi diluído e deixou-me sair.
Criamos
constantemente. Há algum tempo achei que morreria. Talvez eu tenha morrido. Chegou
a hora de renascer verdadeiramente. (Aliás, o que é verdade?)

Lindos, seus desenhos. Me lembraram um pouco alguns de uma amiga, Thais Galbiati (que aliás faz aniversário hoje), estes, por exemplo:
ResponderExcluirhttp://thais-galbiati.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-04-16T02:40:00-07:00&max-results=7
Obrigado pela visita em nosso blog!
Que bacana essa visita! Muito obrigada!
ResponderExcluirAdorei os desenhos da Thais (e feliz aniversário para ela!)