quinta-feira, 15 de março de 2012

Rara beleza

Ao me arriscar a falar algo sobre qualquer beleza, sempre me lembro dos questionamentos que nos eram constantemente colocados e das provocações multidirecionais. Mas... o que é Beleza? E... o que é Belo?
Tão difícil de responder quanto: o que é Arte? E... o que é Amor?
Pois é, nenhuma novidade. Os filósofos pensam nisso há tanto tempo... A história das idéias se ocupa dessas questões constantemente. Poderíamos responder por meio de inúmeros pensadores, provocando uma linha do tempo aprazível. Sim, provocando mesmo. Dependendo daquilo que me convém eu poderia usar um filósofo aqui e outro acolá. Pois se a história da arte é canonizada pelo pensamento ocidental, por que não a estética ou a filosofia? Ao dar aula eu sempre tenho vontade de subverter essa grande linha do tempo. O que é inviável. Mas não é sobre isso que eu quero falar.

Ao acordar todos os dias, olho para o meu pequeno dormindo. Isso me causa uma imensa comoção. O sentimento que toma conta de mim é enexplicável. E sempre me pergunto se isso é inerente à maternidade. Acho que é. Pois só por ele sinto isso. Me emociono ao perceber que ele está ali. Que não foi um devaneio. Ele existe. E sua existência me provoca um turbilhão de emoções que culminam em um momento de paz. Sim, ele está aqui comigo. E sempre penso na expressão rara beleza.


A Árvore da Vida, de Terrence Malick

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